Overview

As hemorroidas são vasos sanguíneos (vasos hemorroidários) dilatados e salientes no canal anal, em redor do ânus – hemorroidas externas – ou dentro do ânus e na porção mais baixa do reto – hemorroidas internas. Os dois tipos de hemorroidas, externas e internas, podem coexistir.

As principais causas responsáveis pelo aparecimento de hemorroidas são as seguintes:

  • Obstipação, associada ao esforço durante a defecação;

  • Diarreia com expulsão contínua de fezes moles;

  • Permanência em pé ou sentado durante períodos de tempo prolongados;

  • Obesidade;

  • Gravidez e parto;

  • Predisposição hereditária;

Prevalência

A doença hemorroidária é extremamente frequente na população adulta.

Não existe diferença de incidência entre sexos, surgindo habitualmente na terceira década de vida, atingindo o pico entre os 45 e os 65 anos. Estima-se que cerca de 50% da população portuguesa sofra desta doença.

Sinais e sintomas

Os sintomas da doença hemorroidária incluem hemorragia, dor, prolapso, ardor e prurido (comichão).

Em fases mais avançadas pode ocorrer saliência através do canal anal. Quando se forma um coágulo numa das hemorroidas (trombose hemorroidária) verifica-se aumento de volume local e dor intensa.

Deve sempre procurar o seu médico, que pode pedir um exame endoscópico ao intestino (colonoscopia).

Tratamento

Para prevenir as hemorroidas é recomendada a ingestão de  fibras e líquidos, assim como a prática regular de atividade física de modo a combater a obstipação. É aconselhável evitar determinados alimentos que têm uma ação irritante, como os alimentos picantes e o álcool.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), o uso de comprimidos para fortalecer as veias (venotrópicos), bem como pomadas e supositórios com efeito analgésico e com vitamina A, diminuem a inflamação levando ao alívio das queixas durante as crises.

Na trombose hemorroidária pode ser útil fazer banhos de assento com água morna, podendo o coágulo desaparecer em 4 a 6 semanas. No entanto, não raramente é necessário abrir a veia e remover o coágulo de modo a obter um alívio rápido das queixas.

Quando a terapêutica prévia não é eficaz é necessário recorrer a tratamentos instrumentais como, por exemplo, laqueação elástica, injeção de produtos esclerosantes, infravermelhos ou crioterapia. Estes procedimentos, que permitem “secar” as hemorroidas sem recurso à cirurgia, são geralmente bem tolerados, sem complicações significativas, necessitando habitualmente de várias sessões. Quando as hemorroidas são muito volumosas ou os tratamentos anteriores falham, a solução é cirúrgica.